Estudo aponta que cólera foi expressão facial mais exibida pelos jogadores

Estudo aponta que cólera foi expressão facial mais exibida pelos jogadores

Um estudo do Laboratório de Expressão Facial da Emoção, da Universidade Fernando Pessoa, concluiu que a expressão facial de cólera foi a mais exibida durante os 104 jogos do Campeonato do Mundo de futebol de 2026.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Action Images / John Sibley Digital via Reuters

Em comunicado divulgado esta noite, o laboratório da Faculdade de Medicina e Ciência Biomédicas, da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, apresenta os resultados do estudo “A neuropsicofisiologia da expressão facial da emoção: estudo de caso com jogadores no campeonato do mundo de Futebol de 2026”.

Os dados foram obtidos “após a análise dos vídeos dos 104 jogos da competição, sendo as emoções em estudo a alegria, a tristeza, o medo, a cólera, a dor (a segunda vez que é analisada enquanto emoção básica) o desprezo, a surpresa e a aversão”, lê-se na nota.

“A manifestação da expressão de emoção cólera surgiu muito frequente e intensamente durante o jogo (7/10), seguida da tristeza, da alegria e da dor”, acrescenta.

Segundo o coordenador do estudo, Freitas Magalhães, o objetivo foi “verificar a frequência e a intensidade da expressão facial em jogadores provenientes de países e grupos étnicos diferenciados em contexto de competição, e fazer a comparação com competições anteriores”.

“Num quadro de competição, a exibição emocional é também uma demonstração de conduta humana, elevada, por vezes, ao extremo da agressividade, pretendendo-se, em primeiro lugar, que os adversários vislumbrem quem tem o poder", disse, citado no comunicado.

O Campeonato do Mundo de Futebol terminou no domingo com a vitória da Espanha e contou com a presença de 48 seleções, entre as quais Portugal.

O Laboratório de Expressão Facial da Emoção “já tinha analisado as expressões faciais nos Mundiais de 2010, 2014, 2018 e 2022, tendo obtido resultados semelhantes, com exceção dos da dor”, a qual apenas foi avaliada, pela primeira vez, no mundial do Qatar.

Freitas-Magalhães salienta que, após a análise de 360 jogos, dos últimos cinco mundiais, “constata-se um padrão neuropsicofisiológico da expressão facial da emoção (cólera, tristeza, alegria e dor)”.
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